quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Comentário sobre o Natal

Por: Marcos Júnior*
Resolvi juntar-me aos muitos amigos que se manifestaram nessa rede social acerca do comportamento cristão e apropriado diante do Natal; portanto, expressarei minha opinião acerca dessa festa, e, como Lutero disse com acerto, opiniões são seguidas se quisermos, pois não são a infalível Palavra de Deus. Então, você pode, se quiser, discordar de mim e das minhas proposições, mas tal discordância não implica que abandonarei minha opinião tão facilmente. Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
Respondendo àqueles cristãos sinceros, piedosos e tementes a Deus, aos quais amo e admiro, mas que dizem que o natal não deve ser comemorado por cristãos, por se tratar de uma festa dedicada ao deus Sol, celebrada no dia 25 de dezembro que foi incrementada ao calendário cristão diante do ecumenismo romano pós Constantino, e que, portanto, trata-se de uma festa pagã; digo que: Devemos agir como Orígenes, o pai da Igreja grega, famoso por cunhar a expressão "despojar os egípcios", uma linguagem figurada retirada do Êxodo de Israel do Egito. Ao utilizar essa expressão, Orígenes queria dizer que é válido tomar a verdade das fontes pagãs, quando estas são úteis para esclarecer a mensagem do Evangelho à pagãos interessados. Isso concorda com o pensamento de Agostinho de Hipona, que diz que "Toda verdade é a verdade de Deus, não importa de onde venha". Então, comemorar o natal, é um momento onde podemos juntos com cristãos nominais, pagãos, ateus, agnósticos, anunciar que "hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor". (Lucas 2:11), mesmo que eles não acreditem, por tradição estão honrando o nascimento do Deus-Homem.
Respondendo àqueles que dizem tratar-se de uma festa originada na mitologia de Semíramis, mulher de Ninrode, personagem bíblico de Gênesis 10:10, homem que a lenda diz ser o primeiro escravagista da história, e que casou com sua própria mãe, que foi morto, mas que Semíramis diz ter-se reencarnado em seu filho, uma criança chamado Tamuz, o mesmo deus do Sol mencionado acima, que justamente nasceu segundo se diz em 25 de dezembro, inclusive, pseudo-deus este adorado por Israel no exílio, digo que,despojemos os egípcios. Aproveitemos a ocasião, para esclarecer que toda civilização antiga, tinha em seu escopo de religião, o nascimento de um deus que viria para ser o salvador do mundo.
Aproveitemos a ocasião para relembrar que, por mais distorcida que seja a imagem apresentada, ela não deixa de ter uma verdade; Todos os povos antigos, sabiam e esperavam que o Cristo viria para nos libertar. Tanto é assim, que Eva, ao conceber Caim, pensou já, em se tratar do descendente prometido. O original de Gênesis 4, diz "Alcancei um homem como filho, o Senhor". Bom, se o natal é tão benéfico assim para fins evangelísticos onde podemos ressaltar que cada cultura antiga tinha a esperança da vinda de um salvador divino e que é um meio mesmo que por tradição, onde juntos com todos, relembramos a concepção virginal do Deus encarnado, minha concepção é que podemos celebrar o natal sem dor na consciência, afinal "toda a verdade é a verdade de Deus" e toda a mitologia de Semíramis, anuncia ainda que distorcidamente, a verdade que um "menino nasceu, um filho se nos deu, o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, o governo está sobre o seu ombro" (Isaías 9:6-7). Celebremos o natal! Despojemos os egípcios, afinal, comemoramos que Cristo nasceu!
Feliz natal!
Um abraço!
* Esse comentário expressa unicamente minha opinião e não reflete a opinião dos demais moderadores.