terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Podemos ser os próximos mártires do Cristianismo

"Uma das coisas que marcou profundamente a minha vida foi visitar o museu dos mártires, em Seul, na Coréia do Sul. A igreja evangélica coreana cresceu num solo regado pelo sangue dos márti­res. Milhares de crentes foram castigados até a morte, com requintes de crueldade, na época da ocupação japonesa. Centenas de pastores foram decapitados às margens do rio Ran. Mais tarde, na fratricida guerra contra a Coréia do Norte, outras centenas de crentes morreram por sua fidelidade a Cristo. Nesse museu, vimos numa enorme sala quadros singelamente emoldurados com as fotografias de centenas de mártires. Em cada quadro havia um breve histórico com o relato da vida, das obras, do ministério e sobretudo da maneira cruel com que cada pessoa foi torturada e morta pela sua fé. Ali naquela sala chorei ao ver que muitos daqueles mártires morreram sem ver o gran­de avivamento que Deus enviou sobre a Coréia do Sul. Deus honra o sangue dos mártires. O sangue dos mártires, como dizia Tertuliano, é o adubo para a sementeira do Evangelho. Depois de observar atenta­mente todos aqueles quadros, já na saída da sala, aproximei-me do último quadro. A moldura era a mesma, mas não havia fotografia. Quando fiquei de frente para ele, havia no lugar da fotografia um espelho. Vi o meu próprio rosto e, embaixo, uma frase lapidar: "Você pode ser o próximo mártir". As lágrimas rolaram em meu rosto. Re­conheci que precisava ser revestido com o poder do Espírito para ser um mártir de Jesus!"

(Rev. Hernandes Dias Lopes; Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória, Espírito Santo)

Fonte: LOPES, D. HERNANDES; Pentecoste: O fogo que não se apaga; São Paulo, 1ªEd. Candeia, 1999. 64p.