Poema de Glênio Fonseca Paranaguá, pastor na PIB Londrina

ACALMA, Ó MINH'ALMA
No auge do auge da minha agitação de hoje,
Do barulho interno e da zoada louca lá de fora,
Clamei ao Senhor que é o mesmo a toda hora,
Que nunca muda e jamais será rude ou indiferente,
Senhor! Tem misericórdia de mim e de toda a gente,
Que vive balançando na corda bamba do momento.
Senhor, o que eu faço? Quero viver num espaço a esmo,
Numa temporada pausada, quieta, onde nada me apego.
Onde tudo de repente fique muito lento e bem plácido...
Bradei com todas as veras da alma o grito da dor aguda.
Pare o mundo, pois eu quero parir a verdadeira calma,
Aquela que nunca muda, não estressa, nem engessa.
Almejo ter o Unigênito substituindo o meu pobre ego!
Urge agora um silêncio interno, dentro do meu ser aflito!
E que haja calmaria na alma pulsante e bem agitada,
Tal qual lâmina de um lago em dia de sol e sem vento,
Em mim e nos Mários e Marias que andam por aí suando,
Em busca da bonança plena da graça, abrandando o ser.
Sossega já, ó alma cega. Descansa logo, ó mente andante.
Teu Abba te aceitou in aeternum. Agora é só solitude...
Alma febril, tu és filha, filha amada e não bastarda.
Acalma... Acalma... Acalma... Ó minh'alma, acalma....
Acalma, a sua religião acabou.
Glênio Fonseca Paranaguá
Fonte: Religião: Uma bandeira do inferno, 2ª Ed. Rev. e Ampliada, Londrina, Editora Ide, 2015, pp. 25-26.

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