segunda-feira, 9 de junho de 2014

A NOSSA RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL COMO CRISTÃOS (pensamento da semana)

A NOSSA RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL COMO CRISTÃOS

 Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria carga. (Gálatas 6:1-5)

Em toda a Bíblia Deus tem realçado a nossa responsabilidade individual acerca de nossos atos, do nosso ministério, dos dons espirituais que estão em nós, do nosso arrependimento e da nossa responsabilidade de evitar a tentação. E esse texto em especial tem algumas verdades individuais que queremos relembrar:

I)    É nossa responsabilidade individual restabelecer o irmão caído; v.1

Evidentemente isso se o irmão quiser ser restaurado. O interessante é que Paulo usa uma palavra de cunho médico aqui e refere-se a um médico colocando um osso de volta ao seu lugar. Essa restauração do irmão caído é colocá-lo de volta à comunhão com a Igreja, com Deus, no mesmo nível de antes, se não, melhor. Sem esse irmão, o corpo perderá muito de seu desempenho, pense como seria andar com o pé deslocado, o desconforto que isso causa. Essa restauração é o levar a carga de que fala o v. 2, pois demanda tempo, dedicação e esforço

II)    É nossa responsabilidade Individual resistir às tentações; v.1

 Não somos tentados por Deus, somos tentados por nossos desejos pecaminosos. Precisamos mortificar a nossa natureza pecaminosa sujeitando-a a Deus. É nosso dever não se embriagar com vinho para sermos cheios do Espírito Santo. É nosso dever despir-nos do velho homem com seus feitos e nos revestirmos do novo, criado segundo Deus em justiça e retidão procedentes da Verdade.

III)   É nossa responsabilidade nos auto-examinarmos na fé – v. 3-4

Parece-me que essa era uma recomendação circular do apóstolo, ele a cita tanto para os gálatas quanto para os coríntios. É uma recomendação pertinente, pois estamos sujeitos a tantos devaneios teológicos, tantos desvios doutrinários, a tantas distrações que acabamos nos esquecendo do foco. Estamos diariamente sujeitos à vanglória, à soberba, à presunção. É o que Paulo diz: “Se alguém se considera alguma coisa não sendo nada” significa simplesmente que esse alguém se ensoberbeceu. Temos tantos exemplos ainda na época apostólica de pessoas que se ensoberbeceram... E nós estaríamos imunes? O exame que o apóstolo recomenda aqui é acerca de nossos atos; são coisas concretas e não apenas fantasias. O que temos feito glorifica a Deus e edifica o próximo? O que deixamos de fazer constitui-se pecado? Lembremo-nos que “aquele que sabe fazer o bem e não o faz, nisso peca”.

IV)  É nossa responsabilidade Individual levamos nossas cargas – v.5

Na maioria dos casos onde aparece no Novo Testamento, essa palavra é usada metaforicamente. O que Paulo está dizendo aqui é que se fizermos as coisas irrefletidamente, podemos perder nossa gratificação, nossa recompensa. A carga aqui, em vista do contexto, fala do resultado negativo ou positivo de nossos atos, do qual prestaremos conta no dia de Cristo (cf. v.4). Nós se formos irresponsáveis, podemos pôr a perder a recompensa de tudo o que temos edificado até aqui. Salvação não se perde, recompensa sim.

Seguindo a orientação do apóstolo, finalizo com as seguintes aplicações:

Temos restabelecido o irmão caído?
Temos evitado o pecado e a tentação?
Estamos na fé verdadeira?

Nossas motivações são nobres e serão aprovadas por Deus no dia de Cristo?