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Bíblia e oração, por favor...

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Contra você, porém, tenho isto: Você abandonou o seu primeiro amor. ( Apocalipse 2:4 ) Não pretendo explicar esse texto, pois nem eu mesmo o compreendi ainda. Já tive lampejos de compreensão antes quando o estudei superficialmente; O fato de citá-lo aqui se dá em razão de estar lendo Imitação de Cristo  de Tomás de Kémpis (VOZES, 2018). Num determinado trecho do livro, Kémpis escreveu (p. 38): " Mas agora, pelo contrário, muitas vezes experimentamos que éramos melhores, e nossa vida mais pura, no princípio de nossa conversão que depois de muitos anos de profissão. O nosso fervor e aproveitamento deveriam crescer, cada dia; mas agora, considera-se grande coisa poder alguém conservar parte do primitivo fervor". E eu me lembrei do início da minha caminhada cristã quando só tinha a minha pequena Bíblia. Não tinha comentário, manual, concordância, léxico grego, dicionário e etc. Não que ter essas coisas sejam ruins. Eu tenho todas elas hoje e as uso frequentemente. Mas eu con...

Análise de Isaías 46:3-4

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A oração é o próprio ato

Já ouvi pessoas dizendo que orar é clamar e depois agir em cima do que foi dito. Entendo a definição; é legítima até certo ponto. Quando me coloquei a analisa-la discordei dela. Entendia que orar já é em si um ato e o ato mais sublime que se pode ter. Recentemente encontrei a mesma postura em Karl Barth, cristão suíço do séc. XX. Ele ensina que orar é o próprio trabalho do cristão. Recuando um pouco mais no tempo temos a mesma definição em Martinho Lutero, cristão no século XVI. Ele dizia que devemos orar da mesma maneira que um sapateiro faz sapatos e um alfaiate faz roupas. Para Lutero orar é suar a alma. Olhando desta perspectiva pode parecer que a oração tem de ser trabalhosa, afinal de contas um dos grandes escritores sobre oração disse que orar é lutar com Deus; até certo ponto isso é verdadeiro. Mas oração é mais relacionamento que confronto. Fico com a definição de Clemente de Alexandria, um cristão ainda do primeiro século que disse que orar é permanecer na presença de...

O DISCURSO DE PAULO EM ATENAS: A SOBERANIA DE DEUS ATOS 17:24-31

O DISCURSO DE PAULO EM ATENAS: A SOBERANIA DE DEUS ATOS 17:24-31 Paulo estabelece nesse sermão seis verdades a respeito da soberania de Deus: 1.       Ele criou o mundo – v.24 2.       Ele satisfaz qualquer necessidade que exista – v. 25 3.       Ele controla a assunção e a queda das nações – v. 26 4.       Ele é essencialmente diferente dos ídolos humanos – v. 29 5.       Ele ordena a todos que se arrependam – v. 30 6.       Ele julgará o mundo – v. 31 O texto do versículo 24 diz que Deus é o poeta do mundo. O mundo é o poema do Divino. O mundo foi feito para indica-lo. O mundo foi feito para sinaliza-lo. O mundo foi feito para ele mesmo, não por necessidade, mas por doação amorosa de Si para as criaturas. Ele é o Senhor do céu e da Terra, isto é, de tudo o que foi criado. Esse ato criativo de Deus foi um ato de u...

Um minuto com Charles Haddon Spurgeon

"Embora fosse um fervoroso batista, Spurgeon escolheu dois homens que praticavam o batismo infantil para liderar seu orfanato.   Embora fosse calvinista, ele foi salvo em uma igreja metodista primitiva e foi suprido por um presbiteriano próximo ao fim de sua vida".   São as palavras de uma biografia de C. H. Spurgeon  Disponível aqui . Esse homem de espiritualidade riquíssima escreve em um de seus muitos devocionários: "Essa gloriosa mão direita (Ex 15:6) que moldou o mundo pode recriar minha mente; a incansável mão que suporta os enormes pilares da Terra pode sustentar meu espírito; a amorosa mão que ajunta todos os santos pode cuidar carinhosamente de mim; a poderosa mão que esmiúça o inimigo pode subjugar meus pecados. Por que eu não poderia sentir essa mão me tocando esta noite? Venha, minha alma, dirija-te a Deus com um poderoso clamor, pois as mãos de Jesus foram perfuradas para tua redenção, e certamente sentirás a mesma mão sobre ti, mão que uma vez tocou ...

Os Livros Apócrifos, ou Deuterocanônicos por Matthew Brench

Os Livros Apócrifos, ou Deuterocanônicos – Matthew Brench Talvez uma das características mais surpreendentes do culto anglicano, para nossos companheiros evangélicos, seja nossa leitura e uso ocasionais de certos livros que não são mais encontrados nas Bíblias protestantes. Para os protestantes, esses livros são conhecidos como Apócrifos. Para os católicos romanos, alguns desses livros são conhecidos como deuterocânone (que significa “segundo cânon” ou “cânon secundário”. Para os protestantes, esses livros são uma intrusão no Antigo Testamento; para os católicos romanos esses livros são um resumo final para a era do Antigo Testamento de escritos sagrados. Como os anglicanos os usam e por quê? Em um de nossos documentos históricos mais importantes,  Os 39 artigos de religião  , está escrito o seguinte sobre esses livros em questão. ARTIGO VI — DA SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS SAGRADAS PARA A SALVAÇÃO A Escritura Sagrada contém todas as coisas necessárias para a salva...

Um lembrete: Teologia da Cruz sim, teologia da glória, não!

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Em meados de 1500, Lutero falou sobre a Teologia da glória que é a busca humana de enxergar a Deus em suas obras miraculosas como visões, curas e milagres. É tentar conhecer, como ele esclarece, a essência invisível de Deus  (Debate de Heidelberg, tese 19). A teologia da glória é voltada para a especulação filosófica, para o misticismo e para as boas obras meritórias. Usando a imagem do reformador, a Teologia da glória são as escadas humanas nas quais o homem tenta alcançar o céu. É o Zigurate de Babel. É o esforço que dita a conquista. O Pr. Glênio Fonseca Paranaguá , em seu livro, Religião: Uma bandeira do inferno (editora IDE,  2011), diz (p. 32): " A religião é uma escada muito comprida, ainda que extremamente curta, que o homem usa para pretender se conectar com Deus " . Ele prossegue, em seu livro, dizendo (p. 18): " Alguém já disse: 'Tantas são as pessoas, tantas as religiões' ". Essa miríade de religião que há no mundo demonstra que todo ser-humano ...